Estação Cultura / Foto: Ferraresso
07/07
2020

“Ideias” – Série com Debates Online

EVENTO ENCERRADO

Foto: Ilustrativa | Foto por PhotoMIX-Company no Pixabay
  • Disponível por aplicativo

Com o objetivo de incentivar a reflexão no contexto desafiador em que nos encontramos, a série Ideias, promovida pelo Sesc São Paulo por intermédio de seu Centro de Pesquisa e Formação (CPF), traz a transmissão ao vivo de debates sobre as principais questões que tencionam a agenda sociocultural e educativa atual.Sempre às 16h, as conferências acontecem pelo canal do YouTube do Sesc São Paulo, com participação do público e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Programação

5/8, quarta-feira

Educação indígena: Um debate na construção da identidade indígena e os direitos diferenciados

Em 1997, a partir da demanda de lideranças indígenas e indigenistas, o governo do Estado de São Paulo instituiu a política estadual de educação escolar indígena. Esta política objetivou criar nas comunidades que vivem em terras indígenas, uma educação escolar específica, intercultural, diferenciada e bilíngue. A educação escolar indígena surgiu como política pública em âmbito nacional em decorrência dos direitos conquistados pelos povos indígenas na Constituição de 1988. A criação de escolas indígenas objetiva contribuir para que os estudantes indígenas desenvolvam o conhecimento de sua própria cultura e também conheçam a cultura da sociedade envolvente. Para as lideranças, aprender a cultura da sociedade envolvente possibilitaria aos jovens indígenas ferramentas de interação e negociação com os poderes públicos e com a sociedade em geral, para melhor defender os seus direitos.

Passados 23 anos de implantação desta política, quais foram os resultados obtidos? A escola indígena em São Paulo está conseguindo o objetivo de formar verdadeiros cidadãos indígenas? Em relação ao povo Guarani, a escola tem contribuído para o fortalecimento de seu modo de vida próprio, o nhande reko? Tem fortalecido o uso da língua materna? Tem contribuído para as crianças e jovens guarani valorizem a sua própria identidade e se reconheçam como integrantes de um povo diferenciado que funda sua vida nos princípios ancestrais que continuam sendo repassados de geração a geração pelos xeramõi e xejaryu, os mais velhos e as mais velhas? Quais são os desafios que se colocam para as comunidades, os professores e estudantes guarani, num contexto que os povos indígenas sofrem graves ameaças e ataques aos seus direitos e aos seus territórios, que podem colocar em risco a sua própria sobrevivência como povo originário?

Participantes:

Antony Karai Poty, Professor Eventual, Escritor. Guardião da Floresta da Terra Indígena do Jaraguá. Graduando em Direito. Professor da Língua Guarani na Escola de Psicologia da USP.

Cristine Takuá, professora indígena, formada em filosofia na UNESP – Marilia. Ministra aulas de filosofia, sociologia, história e geografia na EE Indígena Xeru Ba’e Kua-I, DER Santos, pertencente à Terra Indígena Ribeirão Silveira, na divisa entre os municípios Bertioga e São Sebastião.

Mediação e Apresentação:

Mario Barroso, gestor cultural, músico, jornalista e coordenador de programação do Sesc Sorocaba.

 

6/8, quinta-feira

Um Jogar Subversivo: Game design como prática crítica

Games são uma forma de desenvolvimento do pensamento crítico sobre o mundo ao nosso redor e podem desenvolver a empatia e a sensibilidade para temas sociais relevantes. Para isso todos os envolvidos precisam se posicionar e atuar de forma a construir ambientes que vão além da fruição tradicional dos jogos eletrônicos. Nessa luta a palavra perfeita, que une o universo dos games às causas sociais, é engajamento e esse encontro trará especialistas que discutirão a importância de iniciativas com foco na luta antirracista, na inclusão e representatividade e no combate às novas formas dos movimentos antidemocráticos.

Participantes:

Tainá Felix – produtora de games e arte-educadora. Seu foco de atuação é sobre o lugar de fala das minorias representativas a partir do processo de construção de jogos digitais diversos, propondo um mapeamento contínuo e reconhecimento mútuo dos desenvolvedores fora do padrão masculino heteronormativo branco. Como educadora, seu foco é na mediação em espaços de construção de conhecimento com videogames, promovendo jogos independentes fora do padrão comercial.

Beatriz Blanco – professora universitária e pesquisadora da área de game design. Sua pesquisa se dá na área dos jogos digitais e diversidade, focando no game design como prática crítica e nos limites das possibilidades dos jogos eletrônicos como vetores de mudanças sociais

Mediação:

Anita Cavaleiro – educadora, curadora e pesquisadora. Sua pesquisa foca especialmente nos jogos experimentais independentes e na criação de comunidades de desenvolvedores, focando na relação entre os jogos e a educação formal e não-formal. Educadora de Tecnologias e Artes no Sesc 24 de Maio.

Apresentação:

Sabrina da Paixão – historiadora, mestre e doutoranda em Educação. Pesquisadora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

 

7/8, sexta-feira

Mulheres e Comunidades Tradicionais: territórios e resistência

Bate-papo sobre a importância social das mulheres em comunidades tradicionais, seus caminhos de resistência e afetos construídos, e os desafios que enfrentam.

Participantes:

Josilana Santos – quilombola, pedagoga, afroreligiosa, ativista do movimento negro quilombola e Étnico Territorial, feminista negra, Presidente do Quilombo de Santa Luzia do Maruanum – Amapá.

Lazir Sinva – cantora, compositora, jongueira e coordenadora artística do Jongo da Serrinha. Membro da família Oliveira, sobrinha-neta da Tia Maria do Jongo, Tia Eulália e Sebastião de Oliveira (Tio Molequinho), mestres fundadores da Escola de Samba Império Serrano.

Tatiana Cardoso – caiçara da Enseada da Baleia, na Ilha do Cardoso (SP). Graduada em Ciências Sociais e educadora popular, desenvolve projetos e estudos sobre tradição, fortalecimento feminino e conservação ambiental.

Mediação e Apresentação:

Bárbara Esmenia, poeta, curinga de Teatro das Oprimidas e integrante do Núcleo Socioeducativo do Sesc 24 de Maio.

 

8/8, sábado

O Serviço Social no enfrentamento à COVID-19

A pandemia COVID-19 apresenta o aprofundamento de uma crise inédita e grave mundial assumindo particulares contornos e impactando as várias dimensões da vida social. Neste contexto, o/a Assistente Social tem importante atuação na humanização no âmbito da proteção e efetivação de direitos, em especial ao acesso à informação e aos benefícios correspondentes.

Participantes:

Fernanda Almeida – assistente social, coordenadora do curso de Pós-Graduação em Serviço Social e Saúde da FAPSS-SP. Atua na Rede Pública de Saúde (SUS) em Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD). Psicanalista em Formação, do Curso de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae.

Luciana da Conceição e Silva – doutoranda e mestre em Serviço Social na PUC – Rio. Assistente social com experiência nos vários níveis de atenção do SUS.

Mariana Aguiar Bezerra – assistente social graduada pela UNESP, especialista em Cuidados Paliativos pela USP, mestranda em Serviço Social pela PUC-SP e pós-graduanda em Gênero e Sexualidade pela UERJ. Atua num hospital público na cidade de São Paulo.

Mediação:

Ilda Lopes Rodrigues da Silva – assistente social, mestre em Serviço Social PUC-Rio, Livre Docente em Serviço Social UGF, professora da PUC-Rio, assessora de Ética em Pesquisa da PUC-Rio, presidente do Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviços Sociais.

Apresentação:

Sandra Carla Sarde Mirabelli – assistente técnica da Gerência de Estudos e Programas Sociais do Sesc SP. Doutoranda em Serviço Social pela PUC São Paulo

EVENTO ENCERRADO

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Evento encerrado

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